Alguns leitores (que bom!) têm sentido falta das minhas postagens aqui no AuAuAurélio! Abandonei o blog? Estou preparando uma reformulação? Fui chamada para trabalhar em uma revista? Estou estudando para concurso? O Aurélio não é mais o mesmo depois da castração? A experiência com o Sherlock traumatizou-me? O post anterior já havia dado as primeiras pistas do que estava acontecendo…
Confesso que minha falta de inspiração para escrever novos textos coincidiu com a vinda do Sherlock à minha casa. Mas antes que você pense que ele “arrasou” com o blog ou, antes, com minha vida, a verdade é que, após a saída do Sherlock, se ainda havia algum resíduo de inspiração, ele se esvaiu completamente... Cadê disposição? Cadê entusiasmo?
Respondendo às perguntas do início…
- Bem, o blog está meio abandonado e tem tudo para ficar ainda mais!
- Reformulação? Não mesmo!
- Fui chamada há algum tempo, sim, para trabalhar em uma revista sobre cães, mas logo desisti. Não é a minha praia: estou surfando na praia dos concursos.
- Depois da castração, o Aurélio ficou mais calmo e dorminhoco. Ele está bem.
- Quanto à experiência com o Sherlock, ficamos sim traumatizados, pois sofremos pela escolha errada da raça e, depois, pela despedida. Mas o sofrimento não foi em vão e aprendemos MUITO com isso, muito mais do que simplesmente saber que Basset Hound é um cachorro impróprio para apartamento (em NOSSA opinião).
Aurélio: vai uma bolinha aí para inspirar?
Já que sinceramente não sei se haverá um próximo post, gostaria de prestar as justas homenagens a quem mais contribuiu para a continuidade e constante melhoria do blog. No início, quando eu tinha vergonha dos meus textos, foi essa pessoa que lia, que ria e falava para eu postar mais. Quando, por qualquer razão, eu insinuava desistir, ele dizia para eu continuar pois considerava-me muito talentosa. Quando eu dizia que precisaria postar menos para estudar mais, ele dizia que postar duas vezes por semana era pouco. Quando eu não postava nada, era ele quem perguntava porque não havia postado. Mas quando eu passava tempo demais no blog, ele puxava minhas orelhas, lembrando-me de outras coisas para eu fazer na vida. De vez em sempre, eu o pegava espiando o blog, revisando os textos e vendo o que o pessoal comentava. Quando eu escrevia “Cicrano”, ele me corrigia veementemente dizendo que era “Sicrano” e que, na dúvida, eu não deixasse de recorrer ao Aurélio, digo, ao dicionário. Obrigada, Rodrigo, por ser meu APOIO. É essa a palavra: base, sustentáculo, aplauso, proteção, auxílio.
Rodrigo e eu.
Ao lado disso, foi maravilhosa a sensação de perceber que meus textos foram, aos poucos, sendo sentidos pela comunidade virtual canina. Ganhar um selinho da Camilli foi uma agradável honraria já que hoje considero o blog dela o melhor para donos de cães na internet brasileira. Receber uma tacanha menção em um dos mais populares metablogs, o Dicas Blogger? Uau! Ser citada no Mãe de Cachorro? Estava (quase) nos céus!
Faço questão de registrar o carinho especial demonstrado pela querida leitora Suelem Prigol, de Novo Hamburgo-RS. Os elogios e comentários dela assim como o de tantos outros leitores (lembro-me da Cássia e da Sandra) valem todo o esforço em escrever “digrátis”.
Leitora Suelem Prigol e sua Shih Tzu Abigail, a “Biga”.
Muito obrigada meninas e a tantos outros leitores que fizeram o AuAuAurélio! chegar onde chegou – se é que chegou a algum lugar. Fiquem à vontade para entrar em contato e postar comentários: eu e o Aurélio ainda estamos aqui no mundo real, apenas deixando o virtual um pouco de lado.
Nesse ponto, coração (C) e razão (R), que quase sempre não andam de mãos dadas, passaram a enumerar algumas características do Basset Hound. Uma de cada vez, alternadamente:
C: Olha essa carinha: orelhudo, lindo, pedindo para levá-lo para casa…
R: Ele não é muito grande para apartamento?
C: Ah… ele é baixo. Médio porte, eu diria. E… ele é doce, ótimo com crianças!
R: Sim, mas crianças só virão mais para frente. E quanto ao fato de não suportar estar só?
C: Nosso outro cão bastará a ele! E, além disso, não passamos o dia fora.
R: Mas ele não tende a uivar, o latido dele não é alto?
C: Nosso outro cão dará o bom exemplo: ele é silencioso! Em último caso, existe a coleira anti-latido à base de…
R: Ixi… ele está na 71ª posição do ranking de inteligência canina! Será que vai aprender a fazer xixi e cocô no lugar certo?
R: Estou pensando seriamente em devolvê-lo aos criadores.
Essa história é cheia de intrometidos. E não poderia faltar a Culpa (CUL):
CUL: Nossa, mas fazer isso com o bichinho, coitadinho… vocês é que são ruins, são maus, vocês é que estão cheio de problemas e colocam a culpa no pobre do cachorro. Ele não pediu para estar na casa de vocês!
Confusão (CONF) surgiu de repente:
CONF: Quem mandou? Agora aguenta que o filho é teu!
C: Vamos tentar de novo.
Razão concordou.
ATO III
R: Minha nossa, eu sabia algo de adestramento antes de ter o Basset Hound? Onde estávamos com a cabeça quando adquirimos esse cachorro? Estávamos tão apaixonados pela raça que ignorávamos seus “defeitos” como acontece quando nos apaixonamos por alguém…
Prudência (P) interveio:
P: É melhor vocês doarem o cachorro logo antes que se apeguem a ele. Quanto mais o tempo passar, mais difícil será.
Coração, que andava meio sumido da história, então, chorou copiosamente:
C: Eu não posso fazer isso com ele! E se ele não se adaptar à nova casa? Esse focinho dele é a coisa mais linda que já vi, ele é tão engraçado… Recuso-me a aceitar que posso ter interferido de forma negativa no destino dele!
R: Basset Hound: ame-o ou deixe-o.
C: Deixá-lo nas mãos de qualquer um? Mas nunca! Ou eu não me chamo “coração”!
R: Tudo bem: ame-o ou não adquira um! Com ele, não tem meio-termo. Mas já que o adquirimos, doemo-lo a quem de confiança! Farei uma cartilha com todas as informações.
C: Quanta frieza, respondeu coração aos prantos. Vamos tentar mais uma vez… ele é apenas um grande bebê…
R: 3 a 0 para você.
ATO IV
Razão e Coração sentiam-se cansados, tristes, pois os planos da família foram-se para os ares. Razão e Coração sentiam que o cachorro dava mais peso que alegria, mais desgosto do que gosto. Enquanto Razão matutava consigo mesma, Vaidade (V) deu o ar da (des)graça:
V: Agora eu quero ver! Vão doar o lindo cachorrinho que passaram horas, dias pesquisando para encontrar?
R: Vaidade, cale essa boca! Se eu continuar com esse cachorro, o que eu vou ver é mais xixi e cocô pela casa inteira! Isso sim! Me diz uma coisa: por um acaso é você que sai três vezes por dia com ele e, em casa, quando vira as costas ou acaba de acordar, tem mais xixi e cocô para limpar? É você que já gastou mundos e fundos para ensinar sem obter êxitos eficazes, é você que…
Consolo (CONS), então, entrou em cena:
CONS: Vem cá, vocês devem satisfação da vida de vocês a alguém? Alguém ousa saber o que se passa na casa de vocês? Receio que não.
Razão, então, disse a Coração:
R: É… acho que dessa vez não passa. Na realidade de nossas vidas, essa será a decisão mais sensata a se fazer. Baixemos nossas cabeças, humilhemo-nos: doemo-lo e deixemos a verdade vir à tona.
C: Porque a verdade liberta, não é?
R: É.
C: Até que ele complete um ano de vida, depositarei na conta do novo dono uma quantia referente ao valor da alimentação. Sinto que tenho um débito com o Basset e, dessa forma, sentirei-me melhor.
R: Justo. Façamos assim.
Na árdua luta travada entre razão e coração, quem venceu foi a humildade. Ela permitiu que Coração e Razão reconhecessem os próprios erros, tivessem a ousadia de visualizar alternativas e a coragem para, efetivamente, agir.
Esta história é baseada em fatos reais. Sherlock foi doado a familiares que moram em uma casa (não apartamento), em Goiânia-GO. O vídeo sem edição, a seguir, é da casa onde o Sherlock está morando agora. Foi gravado, por minha sogra, pela câmera de um celular (perdoem-nos a qualidade da imagem).
Um guia foi preparado para auxiliar na criação do Sherlock pelos novos donos. Agradeço à minha mãe, que, em uma conversa despretensiosa – e aliás vinda de uma ligação equivocada para nossa casa -, foi uma das responsáveis por abrir caminho a uma doação consciente e, tão importante quanto, sem sentimentos de culpa. Agradeço também à Camilli, que nos serviu de agradáveis e preciosos consolos. Acreditamos (eu e meu marido) ser possível ter um Basset Hound em apartamento e sabemos que existem pessoas felizes nessa condição. As fotografias ao longo do texto retratam alguns dos felizes momentos desfrutados na companhia do Sherlock. Todavia não consideramos adequado ou ideal ter um cão dessa raça em apartamento. Desse modo, se nos perguntassem se aconselharíamos ter um Basset Hound em apartamento, NÓS diríamos algo como: NÃOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!
Sherlock disfarçado de anjinho. “Está na hora da mamãe descansar do trabalho que você nos deu”!
Para quem estiver lendo este post até às 10:00: devo estar na estrada. Para os demais: devo estar em Goinanira, interior do Goiás! Mais precisamente na casa da vó do Rodrigo, carinhosamente apelidada de "Vó Gorda".
No quintal da Vó Gorda, tem muita coisa: inclusive milho!
Estaremos por lá durante uma semana, descansando, revendo os familiares e comemorando a formatura do Rodrigo em medicina! Estava MUITO CANSADA, física e psicologicamente!
Aurélio e Sherlock: “Vocês prometem se comportar?”
Meus cães estão indo comigo - um Shih Tzu e um Basset Hound. É a primeira vez que viajo com meus cachorros e fiquei, por um tempo, apreensiva e preocupada. Desencanei. Dá-lhe coleira contra a leishmaniose e "vamosimbora"!
Para quem fica, delicie-se com os posts do AuAuAurélio! e comente, comente muito! Quando retornar, publico tudinho, ok?
Vista da casa onde ficaremos: um tetel de interior!
O Aurélio voltou. E, depois da cirurgia de castração, estava precisando, desesperadamente e sem exageros, de um banho e de uma tosa.
Observem como as pernas dianteiras do meu Shih Tzu estão tortinhas. Isso não tem nada a ver com a castração.
Adivinhem? O pêlo estava todo embolado e não teve jeito: maquininha nele! Fazer o quê, né? Mas até que ele ficou bonitin… Fez até um pouco de sucesso no Pet Shop.
Olha aí o Aurélio de coleira scalibor: prevenção é tudo. E essa prevenção também não tem nada a ver com a cirurgia de castração.
Acompanhei o banho e a tosa. De vez em quando, as cabeleireiras de cães lembravam umas às outras: “Xi… não estamos sozinhas aqui”, referindo-se à presença da minha pessoa.
E o Aurélio, ao contrário de todas as nossas expectativas, não resmungou nada! Também pudera: a ordem era para não tocar no saquinho castrado dele. Funcionou.
Saquinho do Shih Tzu: antes e onze dias depois da castração.
Hoje, se eu pudesse dar uma única dica a quem fosse castrar seu cachorro de pêlo longo, incluídos aí Shih Tzu, Lhasa Apso, Maltês, Yorkshire, a dica seria: TOSEM SEU CACHORRO ANTES DA CASTRAÇÃO! No mínimo, façam a tosa higiênica.
Eu diria que boa parte do trabalho que tivemos na recuperação do Aurélio foi a questão dos seus pêlos… eu tive que cortar à tesoura com minhas próprias mãos um cocô que havia encrostado nos pêlos ao redor do ânus dele. O alívio de ver meu bichinho mais asseado foi mais forte que o nojo. Outras peripécias pós-cirúrgicas contarei, espero, em outro momento!
Por ora é só. Vamos nos despedir, que logo mais tem Jogo do Brasil. E o Aurélio não parece estar muito animado.
Por acaso, encontrei uma cartilha sobre a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), tema que, só recentemente, despertou minha atenção:
A cartilha é uma iniciativa da Secretaria de Saúde do Governo do Distrito Federal.
Totó: morto pela Leishmaniose Visceral Canina
Clara: Em tratamento contra Leishmaniose
Não deixe a Leishmaniose Visceral Canina fazer mais vítimas.
No Brasil, a sentença para cães comprovadamente acometidos pela doença é a eutanásia.
A LVC é uma doença totalmente tratável e curável clinicamente. Mas, assim como a grande maioria de doenças causadas por protozoários (ex: Doença de Chagas nos seres humanos), o portador (seja cão ou ser humano) geralmente não obtém a cura parasitológica.
A Organização Mundial de Saúde não recomenda a eutanásia como método de controle da LVC. O Ministério da Saúde brasileira, por sua vez, não aceita o tratamento nem reconhece ou recomenda a vacina, a despeito de países de primeiro mundo - como Espanha, França, Itália e Alemanha - tratarem seus animais regularmente.
A Constituição Federal do Brasil garante ao proprietário o direito a não sacrificar o seu cão, pois é sua propriedade. Se o Poder Público o fizer, poderá ser acionado por crime de Abuso de Autoridade (o servidor público) e ainda responder por danos materiais e morais, se assim o desejar o proprietário.
Desde que descobri a gravidade da doença, comprei coleira protetora.
Aplico permetrina semanalmente em meus cães. Não é uma coisa que faço com tranquilidade, mas não tenho muitas alternativas, residindo em Belo Horizonte. Prevenção de leishmaniose envolve esforços coletivos e individuais. Eu vacino meus cães, uso a coleira scalibor, permetrina semanal, protector nas tomadas, ventiladores pela casa e dedetização semestral. Já pensou que bom seria se todos fizessem isso?
Eu, com oito ou nove anos. Estava aguardando o Ônibus Escolar para ir à Escola São Camilo.
Receber indicações, elogios, reconhecimentos é uma delícia. Quem não gosta? Desta vez, o AuAuAurélio! teve a honra de receber o mesmo selinho de cinco diferentes pessoas:
A regra é clara – já que estamos em tempos de Copa do Mundo: quem recebeu o selinho deve falar nove coisas sobre si mesmo (ou seu cão!) e indicar o prêmio para nove amigos virtuais - além de colocar o selinho no post.
Selinho.
Então, vou falar nove “coisas” sobre mim para vocês conhecerem um pouco mais sobre essa autora que vos fala – se é que interessa a alguém!
1. Sensível
Desde pequena, magoou-me com facilidade.
Eu e meu pai, quando morávamos em um apartamento da 215 norte.
2. Perfeccionista
Essa é outra característica que trago de infância. Minha mãe sempre conta uma história: quando estava sendo alfabetizada, desatei a chorar só porque não conseguia fazer a perninha da letra “a” direito. Não adiantou nada… porque a minha letra é muito feia.
3. Estudar
Sempre gostei de estudar. Estranho, né? Era até uma boa aluna, mas, para uma jornalista, sou meio alienada. É por isso que nunca me encontrei na Faculdade de Comunicação: meus textos eram bons, mas não sabia o que estava acontecendo ao redor do mundo. Aos poucos, estou procurando me informar. Mas, aos poucos, tá, Rodrigo?
Eu (no carrinho), minha irmã Alessandra e minha mãe em frente às antigas Lojas Pernambucanas, no ParkShopping.
4. Escrever
Desde a adolescência, escrevia textos sobre as situações da minha vida. Certa vez, mostrei alguns dos meus textos a uma amiga (Lara!), que me elogiou de forma efusiva. De alguma maneira, esse elogio me ajudou a escolher o meu curso – Jornalismo – e a estar escrevendo aqui hoje. Aliás, acho que um blog é o sonho de todo jornalista: você não tem chefe, a linha editorial você que traça, se está cansado, não escreve e por aí vai…
5. Cães
Se alguém me perguntasse, na lata, do que você gosta?, eu diria: cães! É por isso que tenho um blog sobre cães, não sobre outra coisa (o blog Culinária no Casamento é apenas uma tentativa frustrada de aproximar-me mais do fogão – é que o Rodrigo gosta de cozinhar!).
De novo, eu e meu pai.
6. Fotografia
Meu pai sempre gostou de fotografar – era o hobby dele. E, lá em casa, era cheinho de livros de fotografia. Eu só olhava as fotos, não lia instrução nenhuma: mas isso já ajuda. Na minha faculdade, cheguei a revelar fotografias à moda antiga (luz vermelha, líquido revelador…) e cursei fotojornalismo (neste, não me dei muito bem). Aliás, meu pai tem um blog - um pouco abandonado, é verdade – onde ele posta fotografias e minha mãe (soube ontem!) criou um blog para postar… fotografias! Ela diz que está fotografando que é uma beleza! Vai, Fatinha!
7. Comida
Gosto muito de sentar à mesa de um bom restaurante ou de lanchar num local aconchegante. A besteira que mais gosto – e todo mundo que me conhece sabe: pizza! Sou apaixonada por pizzas! A comida que mais gosto: bacalhau! (mas de peixe, é quase o único que gosto).
Minha colação de grau. Minhas amigas: Lara (esquerda) e Natália (direita).
8. Companhia
De nada adianta ir comer em um bom restaurante, se não contar com a companhia do meu marido, da minha família e dos meus amigos. É bom ter gente para conversar e aprender e ensinar!
9. Deus
Em algum passado distante, já senti um grande vazio em minha vida. Só algo igualmente grande para preencher esse vazio: DEUS!
Agora vocês já me conhecem um pouquinho mais do que antes! E os nove amigos (que são diferentes dos seis amigos indicados anteriormente) são: